.tal como limão pra limonada.

- ou desobservações sobre a culinária francesa -


(Deleuze, diz que filósofo francês)














O caráter simbólico se mostra desafiadoramente como a única tradição possível a se superar ou se abandonar na consideração do topo secreto da Arte hoje se remistificando ao se desmistificar na descida em pequenas mentiras isoladas no preenchimento dos espaços publicamente acessíveis mas internamente subjugados por um subjetivismo passante de modo vertical e hierarquicamente formal sob as próprias possibilidades duvidáveis e escoantes da utilização simbólica fingida numa obscuridade de sensações esteticistas auto-desnuviadoras de um diletantismo cuja tarefa é eliminar ou entorpecer os objetivos do símbolo para dar-lhe um cunho politicamente sustentável e pedantemente assegurar o pão ou a saúde de uma parcela social vingativa e ansiosa em diluir as bordas comunicativas e até etereamente destacadas contra os pré-rascunhos-auto-denominados-filosofia-ou-arte-tanto-faz-já hoje já adorados pois são adoráveis corrosivos edificantes necessários a um gosto de plebe vindo daquela bile de ódio desses mesmos desavisados sobre o terreno delicado e perigoso do medo à fruição superior aprendido a temer e a amar através das lições diárias de shoppingcenter com joviais respiradas de consumo de oxigênio revolucionário no pano de fundo da percepção artística anteriormente adquirida nas etapas do abismo intransponível entre as explosões significativas e as rubricas vazias da possibilidade da nova abstração secularmente calejada na famosa “opressão do sistema” torpe e consciente sobre o lucro da firmação no não-significativo ao patamar de qualquer curioso ingênuo consumidoramante da áurea genial dos antigos já mortos ou dos vivos desenquadrados pela visão-de-calcanhar e por isso mesmo ambos descontemporaneizados na democratização dos conceitos em prateleiras onde nem um apontamento solto ou um leve direito de duvidar do preço já não são mais possíveis nem desejáveis ao se admitir a intromissão de dedos sujos em algo mais sujo ainda dentro da própria aposta simbólica do uso culturalmente cultuado em observar outra áurea também antiga mas agora sendo um intelectual representante de um suposto “povo” inexistente em qualquer época ou lugar se traindo ao se revelar assim com o máximo de claridade possível como o escoamento e a descarada caluniação dos símbolos significantes é uma nova arma alienativa de destruição das possibilidades raramente percebidas porém únicas sobre um desejado não-estacionar da caminhada de uma sociedade feita não só por tijolos e cimentos (é possível ver os tijolos e os cimentos sem os c.a.r.a.c.t.e.r.e.s? (estamos diante do inverso do pedido para se ler a seguinte palavra “________.”)) nos faz pensar apenas sobre a real e eterna necessidade de atropelamento contra as vinganças da não-percepção estética no simples e hoje geralmente ignorado fato de que – e, vejam bem, não importando aqui o "nível" do seu francês – o limão é e será sempre uma verdade essencial na invenção de qualquer tipo de limonada.